Quando do lançamento da
trilogia X-Men no cinema, já era esperado que o “pequeno lobo”,
assim como nas histórias em quadrinhos, roubaria a cena da equipe mutante
ao ponto, mais uma vez como nas HQs, ganhar seu título, ou melhor,
dizendo, filme próprio.
Dirigido por Gavin Hood e
com o consagrado – graças ao Wolverine? – ator australiano Hugh Jackman, o
filme X-Men Origens: Wolverine mostra a trajetória pessoal do herói
mutante da Marvel (editora norte-americana de histórias em
quadrinhos) criado em 1974 pelo escritor Len Wein. Ao lado de seu meio
irmão, o também mutante Dentes-de-Sabre acompanhamos o sofrimento e as
aventuras de Logan (nome de Wolverine) combatendo na Guerra Civil
Americana, Primeira e Segunda Guerra Mundial e também no Vietnã até ser
recrutado pelo Coronel Stryker para uma experiência que só um mutante com
poderes de regeneração poderia suportar. Logan recebe em sua estrutura
óssea o metal adamantium – o mais resistente do Universo Marvel –
que o transforma no poderoso Wolverine.
O filme é uma bela
aventura com cenas de luta entre Wolverine e Dentes-de-Sabre que são
espetaculares. Bacana, também, são as cenas retratando as guerras
históricas citadas. Os efeitos especiais mantêm a competência dos filmes
anteriores da trilogia X-Men, assim como a caracterização dos
personagens.
Algumas cenas parecem ter
saído das páginas das HQs – e devem ter sido mesmo. Falando nelas, duas
são referências obrigatórias para este filme: Arma X (1991) e
Origens (2001). Legal também destacar a participação de outros
importantes heróis mutantes: Gambit, o jovem Scott Summers (Ciclope) e,
que passa despercebida, a pequena Ororo (Tempestade).
Um bom filme de um
extraordinário personagem dos quadrinhos. Agora é esperar a seqüência
prometida no final do filme.
05/07/2009
*Professor de História, músico e fanzineiro
Contato: tchedenilson@gmail.com
Ilustração: Diego Müller (Estância Velha/RS)
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