Estórias Gerais:
Já faz algum tempo que
Wellington Srbek (wellingtonsrbek@ig.com.br) produz ótimos trabalhos. No
início com os zines, depois os super-heróis. Mas não resta dúvida que o
melhor foi sua parceria com o falecido desenhista Flávio Colin. O álbum
“Estórias Gerais” é o auge da dupla, com um roteiro gostoso de ler,
vamos conhecendo um pouco mais da História do Brasil, não com a pretensão
de ser didático, mas sim contar uma história a partir da visão de
múltiplos personagens. Quanto aos desenhos do Mestre Colin, estão
bárbaros, muito bem caracterizados e dando aquela suavidade dentro da
selvageria do Sertão.
Volúpia:
Este álbum de história em quadrinhos
da Editora Ópera Gráphica (www.operagrafhica.com.br) dentro da coleção
Ópera X, traz os melhores quadrinhos eróticos de Júlio Shimamoto no
período em que trabalhou para a Grafipar (1978-1980). É um deleite ver os
desenhos do Mestre Shima e acompanhar seus comentários sobre a produção de
cada HQ deste álbum. Além dos quadrinhos, Shimamoto abre o coração em um
depoimento sobre sua vida, o início nos quadrinhos, as frustrações e as
alegrias de fazer histórias em quadrinhos.
O Curupira:
Esta é uma obra póstuma, já que seu
criador, o Mestre do Quadrinho Nacional Flávio Colin, faleceu em 2002. De
qualquer forma é sempre agradável ver um trabalho de Colin, e este vem com
um atrativo a mais, as quatro HQs que compõem o álbum foram coloridas.
Neste trabalho Colin explorou uma temática brasileira – o personagem
curupira, e ao mesmo tempo contemporânea – a questão ambiental na
Amazônia. Flávio Colin denúncia a exploração da terra e da mão-de-obra, as
queimadas, o roubo da biotecnologia por parte das mega corporações de uma
forma simples e objetiva, tornando a leitura muito agradável. Lançamento
de 2006 da Pixel Média (www.pixelquadrinhos.com.br).
Subversos:
Mais do que uma
revista em quadrinhos, a Subversos (www.revistasubversos.blogspot.com)
é um projeto que saiu da cabeça de três rapazes: Akira Sanoki, Alexandre
Manoel e Igor Shin, jovens desenhistas em busca de tirar seus trabalhos do
“restrito” universo underground. Com apoio de uma lei de incentivo da
prefeitura de São Paulo, trouxeram a tona três números da revista. Em
formato ofício, capa colorida em 50 páginas de HQs cujos temas estão
“intimamente relacionados aos grandes centros urbanos”, nas palavras de
Manoel. O mais bacana é que a revista traz quadrinhos de todos os cantos
do país. Grande iniciativa!
11/03/2009
*Professor de História, músico e fanzineiro
Contato: tchedenilson@gmail.com
Ilustração: Flávio Colin (in memorian)
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