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CINEHQ - PARTE 2
Denilson Rosa dos Reis*

Muitos dizem que o Cinema
nada mais é do que histórias em quadrinhos em movimento. Embora o
pensamento seja um tanto quanto simplório, a verdade é que nos últimos
anos, as HQs têm ganhado movimento e muitos efeitos especiais nas telas de
cinema. Veja alguns exemplos:
X-Men: Embora
caracterizado com roupas diferentes da usadas nas histórias em quadrinhos,
as duas versões para o cinema dos heróis mutantes da Marvel foram muito
bem feitas. Os filmes são sucesso de público e crítica e a terceira parte
é questão de tempo, bem como aventuras solos de alguns personagens, como
Wolverine.
Hulk: O
carismático monstro verde já teve outros filmes, ou melhor, tele-filmes,
mas uma super produção que tornasse o herói das telas próximo ao dos
quadrinhos só chegou ao público pelas mãos de Ang Lee, diretor premiado
por “O Tigre e o Dragão”. Mas a idéia de um Hulk em versão digital deixou
o filme um tanto quanto artificial.
A Liga Extraordinária: Somente a cabeça de Alan Moore, multi-premiado roteirista
inglês de quadrinhos poderia conceber a idéia de juntar heróis da Era
Vitoriana (século XIX na Inglaterra) para formar um Liga. A crítica caiu
de pau no filme, dizendo que ficou muito aquém dos quadrinhos de Moore.
Particularmente gostei do filme, uma bela aventura, mas não posso
comparar, pois não li os quadrinhos.
Os Incríveis:
Não se trata exatamente de um filme de super heróis, mas quem assistiu ao
filme saiu da sala de cinema com a impressão de que viu uma verdadeira
reverência aos personagens de heróis norte-americanos. Esta animação da
Disney/Pixar conta a história de um casal de super heróis aposentados e
seus jovens superdotados filhos, que são levados a ativa por uma mente
maligna. É uma divertida comédia que, para aqueles que cresceram lendo
gibi de heróis Marvel/DC, chega a ser nostálgica.
Homem-Aranha 2:
“Ser ou não
ser, eis a questão”. Esta famosa frase do dramaturgo Willian Shakespeare
já serviu e continuará servindo como fonte de inspiração para muitos
roteiros e argumentos para o cinema, TV e teatro. Exatamente nesta questão
reside o drama desta aventura. Contando com o mesmo elenco do primeiro
filme com Tobey Maguire no papel principal e Alfredo Molina como o
arquirival do Homem-Aranha, Dr. Octopus, o diretor Sam Raimi
conseguiu fazer uma seqüência tão boa ou até melhor que a primeira
explorando a situação dúbia de Peter Parker em seu ser ou não ser o
herói aracnídeo.
24/12/2008
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Professor de História, músico e fanzineiro
Contatos:
denilson@atrincheira.com.br
Ilustração: Anderson Ferreira (Alvorada/RS))
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