ENFIM, BATMAN!

Denilson Rosa dos Reis*
 

 

          A grande virtude de Batman Begins (EUA, 2005) é que o foco do filme é o personagem Batman.
          Os filmes anteriores dirigidos por Tim Burton (1989 e 1992) – bons filmes, principalmente pela caracterização da Gotham City – e Joel Schumacher (1995 e 1997) pecaram por dar maior ênfase aos arqui-inimigos de Batman, não que eles não merecessem destaque, mas acabavam com aquela impressão de que o filme não era do Batman.
          Assim sendo, aplausos para o diretor e também co-escritor de Batman Begins, Christopher Nolan, pois preocupou-se em mostrar aos espectadores quem é o Cavaleiro das Trevas, suas angústias, seus tormentos e, principalmente, que não apenas os pais de Bruce Wayne foram assassinados, o próprio menino Bruce deixa de existir para dar lugar ao Batman.
          O Homem Morcego não é Bruce Wayne fantasiado de justiceiro, e sim Wayne é uma figura criada para cobrir a personalidade vingativa do Morcego.
          Nesta película, os vilões Ra’s al Ghul e Espantalho, além do mafioso Carmine Falcone, não roubam o filme, tem como propósito apenas um suporte para conhecermos quem é Batman.
           O longa foi inspirado, e muito bem, na clássica série de histórias em quadrinhos Batman: Ano Um (1987), escrita por Frank Miller com desenhos de David Mazzucchelli.

            Nós, fãs do personagem, aguardamos a seqüência sugerida no prólogo do filme.

     

18/08/2005

* Professor de História, músico e fanzineiro

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